Government Uses Military in Mass Forced Evictions
By Maka Angola - February 05, 2013

By Alexandre Neto:

Seven helicopters and an apparatus of more than 500 men, including military personnel, police and security forces, took part in a military-styled operation that forcibly evicted over 5,000 people from the residential neighbourhood of Mayombe, in the Cacuaco municipality, in Luanda, on February 1.

According to local residents, the joint military and police forces took the community by surprise at early dawn, causing widespread panic. “At around 5 A.M. the bulldozers started razing the houses to the ground, evicting more than 5,000 people”, said Mateus Virgílio Mukito, one of the residents left homeless.

Pedro Sebastião, another evictee, told Maka Angola that two children died in the operation. “They were running from the helicopters and ended up falling into a drainage ditch.” This information was corroborated by other residents. According to Mr. Sebastião, given the level of panic within the community, it wasn’t even possible to hold funerals in the area. “The bodies were recovered by the fire brigade and taken to a funeral home, where the families went to get them back, and the wakes were held elsewhere in Luanda,” he said.

The resident Paulo Miranda told Maka Angola that “the helicopters were flying very close to the ground.”

The mass forced evictions continued the next day, overseen by a reduced security force, which included two helicopters, 15 police vans, eight vehicles from the Rapid Intervention Police and four vehicles from the Angolan Armed Forces.

“This amounts to State terrorism. They evict people inhumanely, because the people in power want to sell the land to millionaires and foreigners,” complained Mateus Virgílio Mukito, another resident who lost his home and belongings.

Mayombe is now a scene of utter devastation. Hundreds of residents wander amidst the rubble that was once their home.

Several residents agreed to be taken in to Kaope-Funda, a bare area without any dwellings or infra-structures, only characterized by trenches and uneven ground.

Over the last few days the authorities have abandoned thousands of evictees of Mayombe in this area, thereby creating conditions for a possible humanitarian disaster.

Teresa Paulina was lying in the rubble, with only a piece of sheet-metal to shade herself and her new-born baby from the sun. She had given birth right there. She could find no words to describe her situation. The only thing she could say was her name. Residents indicated that two more births took place during the forced evictions operation, with the authorities showing absolutely no compassion or concern in evacuating the mothers in childbirth or giving them any assistance.

Rafael Morais, head of the NGO SOS Habitat, who went to the scene, spoke to the Cacuaco municipality administrator, Rosa Janota Dias dos Santos, about the mass forced evictions. “She [the administrator] responded arrogantly, stating that ‘if SOS Habitat brought houses to be distributed, then we [the government] are available to help with their distribution’. If I just came to ask questions, then I should let the government organise the population”, he said.

Maka Angola was unsuccessful in its attempt to speak to local authorities on the matter.

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9 Responses to “Government Uses Military in Mass Forced Evictions”

  1. jose santos says:

    é a liberdade que dão ao povo se chama liberdade não sei que será uma ditadura voces povo angolano já passarão por tanto será que naõ conseguem derrubar esses fantoches currupotos lutem pela liberdade e democracia eles estão cheios de dinheiro á voça custa só em portugal a filha desse senhor que dis ser presidente do povo tem uma fortuna fora noutros paises .acabem com eles já chega de tanta miseria quando o pais tem tanto lutem pela voça dignidade

  2. teodoro says:

    é triste mas tbm as populacoes nao podem ocupar terrenos de qualquer maneira e o governo deve e tem obrigacao de criar melhor condicoes de vida das populacoes…

  3. Trecolareco says:

    JES é mais cruel com o seu povo do que foi Stalin com as populações não russas (polacos, thcetchenos, uzbeks, etc). Reparem que no tempo da URSS houve muitas deportações de populações. Essas deportações eram organizadas de modo a que as populações não ficassem sem abrigo no novo destino. JES é muito pior pois trata as pessoas como animais. Eu espero que este regime seja brevemente erradicado, caso contrário Angola nunca conhecerá o verdadeiro desenvolvimento humano.

  4. helderabelsaquele says:

    Não sei como este regime utiliza as forças armadas que por sinal devriam ser republicanas e agora submetidas ao serviço do partido que sustenta o governo a favor de interesses individuais e de amigos estrangeiros.
    Tive o previlégio de estar no municipio de Cacuaco no dia em que se protagonizou este teatro, foi triste melindroso em tempo de paz ver os helicópteros a sobrevoarem o espaço aéreo daquele municipio mas com o fim de pôr ao relento o cidadão que com tanto sacrificio debaixo do sol conseguiu juntar o seu dinheiro para construir a sua casa.
    Não consigo perseber em pleno século 21 assistir essas situações tão tristes.

  5. prince says:

    doí-me profundamente ler este texto acompanhado de imagens desoladoras.
    e' muito triste o que este governo tem feito a este povo sofredor,e depois vêem alegar terem ganho o pleito eleitoral com maioria absoluta de forma legal,sem fraudes?
    e' este o povo de quem dizem vossos votantes que assim vocês maltratam?
    quando julgarem que nada de ruim vos ira acontecer e' quando sentirão a verdadeira ira deste povo que um dia vocês alegaram ser vossos votantes.
    e não esperem misericórdia porque não tendem sido com este povo.

  6. Lara Pawson says:

    Well done, Maka. More great work. But why call it ‘military-style’ when it *is* conducted by the military and *is* militarised?

  7. Lakmelo says:

    Bem feitos, aposto que sao esses que votarem nos corruptos do mpla. Sinto muito pela morte das crianças. Esse mpla e o seu presidente um dia irao pagar por tudo isso que tem feito

  8. Carmelita Nóbrega says:

    O comentário é "sem comentários" !

  9. nelson matelo says:

    Mais cinco anos da falta de plano de governação, vão nos enfiando no ânus um programa de falta de governação



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