Professores da Huíla Lançam Ultimato
Por Lázaro Pinduca:
O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na província da Huíla está indignado com o não pagamento até à presente data dos seus subsídios em atraso por parte das autoridades locais, assim como com a falta de actualização das categorias dos docentes. Caso as suas reivindicações não sejam atendidas, os professores ameaçam não publicar os resultados finais do presente ano lectivo.
A decisão foi tomada em assembleia na Escola Primária da Missão Católica do Lubango (Escola Primaria Número 55) na manhã de Sábado, dia 21 de Outubro. Participaram na assembleia mais de 50 professores que reclamam o pagamento em atraso de vários subsídios (incluindo subsídios de risco, de isolamento, de atavio, colaboração, de exame e de férias), assim como a actualização dos salários.
“As nossas exigências, até hoje, não foram satisfeitas. Já que estamos no fim do ano lectivo, caso isto continue, não vamos publicar os resultados finais do presente ano lectivo”, apontou o secretário provincial do SINPROF na Huíla, João Francisco.
A falta de diálogo entre professores sindicalizados e o governo local, antes liderado por Isaac dos Santos, não é novidade. A 2 de Outubro de 2010 os docentes saíram à rua para reclamar o pagamento de salários em atraso. Isaac dos Santos apresentou queixa em tribunal contra os sindicalistas, acusando-os de calúnia e difamação. O caso chegou ao Tribunal Supremo, aguardando-se, até ao momento, a decisão deste órgão.
A recente nomeação do novo governador da província, João Marcelino Tchipingui, abre portas a um novo diálogo entre os professores e as autoridades locais, mas as reivindicações dos docentes não foram, até ao momento, atendidas. “Com a indicação do novo governador João Marcelino Tchipingui esperamos que haja mudança”, apontou João Francisco.
O director da educação na Huíla, Américo Tchicoty, escusou-se a prestar quaisquer declarações sobre o assunto, alegando não ter autorização, por parte dos seu superior hierárquico, para comentar sobre sobre as reivindicações dos docentes, uma vez que a situação se encontra sob análise.
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Seus fanáticos dos incompetentes do MPLA, porque no Lubango têm sempre problemas desse tipo? Gatunos de m…? É sempre Lubango, os prémios dados aos cidadãos que deram a sua ajuda na CNE no Namibe já foram pagos mas Lubango é a mesma m… inventam sempre uma pra ganhar tempo de roubar os coitadinhos da população pobre. Deem lá o dinheiro alheio pá.