Director-Geral do ISCED-Huíla Ofende Professores
Por Lázaro Pinduca:
As relações entre os docentes e a direcção do Instituto Superior de Ciências de Educação da Huíla (ISCED) têm vindo a agravar-se desde a nomeação da nova direcção da instituição o ano passado.
Os docentes, bem como outros funcionários do Instituto, lamentam a falta de tacto e profissionalismo do director-geral, professor doutor Raimundo Amizalaque “Ndungula”.
Uma das acções mais contestadas do director-geral foi a exigência, durante o mês de Abril, aos funcionários do ISCED (docentes e não docentes) para que assinassem uma lista com a informação sobre o local de voto de cada um e o seu número de eleitor. Esta exigência foi seguida de ameaças de que “todos aqueles que não tinham efectuado a actualização do registo eleitoral seriam sancionados”, desabafou um docente que faz parte do conselho de direcção do Instituto.
As relações entre o director-geral e os docentes têm vindo a agravar-se desde então, com repetidas situações de altercações e confrontos verbais envolvendo Ndungula.
Um destes episódios aconteceu com Domingos José António, professor universitário desde 1979 e antigo Vice-Decano para os Assuntos Académicos. No dia 8 de Outubro, o director-geral entrou na sua sala de aula sem aviso prévio e exigiu, diante dos estudantes, o seu plano de aula.
Dois dias depois, a 10 de Outubro, durante uma reunião geral, Ndungula envolveu-se em altercações com os docentes, obrigando à intervenção do presidente da mesa da assembleia geral dos professores do ensino superior, António Nahambo. Este episódio levou à demissão do director do Departamento de Ciências Sociais do ISCED, Francisco Ricardo Monteiro. “Não ganhamos subsídio de chefia. Aceitamos desempenhar estas funções por amor à camisola e somos humilhados”, desabafou.
O director-geral negou prestar declarações ao Maka Angola, adiantando apenas que este é um assunto interno da instituição que iria ser ultrapassado nos próximos dias.
O Maka Angola apurou que os docentes universitários do ISCED manifestaram o seu descontentamento ao Ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, e ao governador provincial e primeiro secretário do MPLA na Huíla, João Marcelino Tchipingui.
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