EPAL Cobra de “Clientes” que Nunca Serviu
Por Carlos Duarte:
A Empresa Provincial de Água de Luanda (EPAL) persiste na provocação de grande parte dos citadinos, prática que já vem desde que a presidência do Conselho de Administração daquela entidade pública passou a ser assegurada por Leonildo Ceita.
O péssimo serviço prestado aos clientes e a gestão autocrática da empresa, que no final do ano passado resultou numa greve por causa das péssimas condições dadas aos trabalhadores, coloca a capital angolana entre as cidades do mundo com a mais baixa cota percapita de litros de água por habitante.
O abastecimento de água é um problema transversal a todas as “grandes cidades” do país e a inépcia governativa fica mais clara ainda quando urbes como o Sumbe (Kuanza Sul) e Menongue (Kuando-Kubango), têm rios que as atravessam, mas nas torneiras das habitações não sai uma gota de água. O mesmo acontece com a vila do Soyo (Zaire), onde a base da Angola LNG é abastecida de água potável por cisternas, mesmo havendo dois rios bem ao lado. E até nas retretes do Governo Provincial de Luanda há enormes baldes de água porque, mesmo lá, ninguém confia na capacidade da EPAL, empresa que, curiosamente, tutela.
Como se não bastasse o sofrível abastecimento de água à capital do país, apesar dos avultados investimentos feitos pelo governo no sector, a administração da EPAL entendeu que para sustentar os principescos ordenados dos membros do seu conselho de Administração (principalmente do presidente), o caminho mais fácil é ir ao bolso dos “clientes”.
A engenharia que visa a arrecadação desonesta de recursos financeiros consiste em passar facturas a “clientes” que há décadas não são fornecidos de água pela rede da EPAL. Mensalmente, funcionários da empresa dirigem-se a várias casas e indistintamente entregam facturas do suposto consumo que fizeram. Cientes de que não estão a proceder honestamente, muitas vezes, aliás, cobardemente, colocam-nas por debaixo da porta sem o conhecimento dos supostos clientes.
Este é um fenómeno que acontece sobretudo em prédios do casco urbano da Luanda, onde a água nunca passa dos rés-do-chão. Efectivamente, há alguns poucos moradores que, por demissão da própria EPAL, conseguem a partir dos contadores desviar água para os respectivos tanques. Mas a esmagadora maioria, que mora nos andares de cima, compra-a em cisternas que pululam um pouco por toda a cidade, pagando em torno de Kz 15.000,00 por cada cinco mil litros do precioso líquido, que não é abastecido pela EPAL mas por um organizado “sindicato” de cidadãos cubanos.
As facturas até parecem verdadeiras, pois da mesma constam elementos como a metragem cúbica supostamente consumidapelos presumíveis clientes. O volume de água é achado por “estimativa” numa denominada “classe de facturação”. Para convencer o pretenso cliente de que efectivamente “consumiu” água da EPAL, da factura constam também items como “água de primeiro escalão” e “água de segundo escalão”.
O desrespeito para com o cidadão aumenta quando insolentemente os técnicos da EPAL inscrevem um item de “subtotal de multas” uma “taxa de serviço” no valor de 30 porcento e outra de “imposto de consumo” de 5 porcento. Ora, como um Estado sério pode atrever-se a cobrar essas percentagens quando a EPAL presta serviço nenhum e muito menos abastece de água àqueles que deveriam ser seus cliente?
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4 Responses to EPAL Cobra de “Clientes” que Nunca Serviu
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é muito triste e lamentavel está cituação de falta de àgua na cidade capital,vendemos tantos milhoês de barris de petroleo por dia, temos dinheiro suficiente para distribuir a agua para todos, mais porque existem pessoas de má fé, pessoas dezumanas, por isso acontece essas coisas, mais um dia tudo isto vai mudar.os nossos rios oferecem tanta agua que até diariamente o rio deita para o mar mais de nove centos e noventa e nove mil trileôes de litros por dia. OBS. estamos a sofrer por falta de água por causa de maus dirigentes que se esquecem que uma das condiçôes mais importante na vida de um ser humano é ter sempre água e Luz electrica em casa. e não predios n cidade de kilamba.
NB: se o dinheiro que se gastou na cidade do kilamba o governo gastasse na distribuição de água canalizada para todos e energia electrica todos os cidadãos falariam bem do governo e não reclamariam por não terem rendas suficiente para comprar um apartamento na cidade do kilamba.
Essa é uma realidade pois eu trabalhei numa fábrica onde ficávamos 3 a 4 meses sem água na torneira mas, descaradamente, no fim de cada mês, lá vinha um funcionário da EPAL com uma factura a cobrar água do mês findo. Uma dessas vezes indaguei o funcionário da EPAL dizendo: "meu amigo estamos há 3 meses sem água como você está a cobrar um valor de 130.000kz por água que nâo consumimos"? Ele respondeu-me que aquilo não tinha a ver com ele e que apenas estava a cumprir ordens superiores. Fiquei escandalizado.
Essa Epal é mais uma das falcatruas do JES/MPLA, que nunca sabe o que quer, nomeando PCA que não têm capacidade nem competência para gerir uma empresa de grande calibre como a EPAL.
É triste que em pleno seculo XXI, que a Capital de Um País como o Nosso, cheio de Riquesas Naturais, Onde chove intensamente em todas as provincias durante 8 meses por ano, não tenha-mos agua em nossas casas.
Alimentam-se os agiotas das Cisternas, especula-se o preço da Agua, não se faz rigorosamente nada e ainda temos que ouvir na Radio Mais um comentador representante da EPAL denominado Domingos PAciêncuia, que finge nada saber e que quem está errado são os Clientes.
Quem lidera não resolve então xuta-se o lider e arrangem alguém realmente COMPETENTE.
Viva Angola.